Presidente do Vasco bate boca com sócio após acusação de corrupção
Uma reunião decisiva para o futuro institucional do Club de Regatas Vasco da Gama terminou em forte bate-boca na noite de terça-feira (06). Durante a assembleia remota para a votação da venda da SAF, o presidente Pedrinho se envolveu em uma discussão acalorada com um membro da oposição que levantou suspeitas de corrupção envolvendo a negociação.
Acusação durante assembleia online
O atrito começou quando Pedro Sampaio, conselheiro vascaíno e integrante do grupo político Casaca, fez um protesto contundente no ambiente virtual da reunião. O oposicionista acusou o dirigente máximo de “ganhar dinheiro” na transação da SAF, gerando revolta imediata na cúpula administrativa e gritos por parte do mandatário, que exigiu retratação e responsabilização jurídica pelas declarações proferidas.
Visivelmente indignado com a insinuação, o ex-jogador e atual dirigente cruz-maltino confrontou verbalmente o associado e avisou que medidas legais seriam tomadas de imediato:
— Você vai provar em juízo. Você vai provar em juízo. Você é moleque. Você falou que eu levei dinheiro? Me espera que eu vou falar com você. Você me acusou e vai ter que provar. Foi uma acusação grave e vai ter que provar.
Aprovação da SAF e mudança estatutária
Apesar da forte tensão nos bastidores e do embate verbal com o conselheiro, Pedrinho manteve o foco na pauta principal da noite e buscou apoio junto aos membros do Conselho Deliberativo do Vasco. A reunião culminou no aval necessário para dar andamento aos trâmites comerciais e estruturais da instituição esportiva.
O processo decisório foi dividido em duas frentes fundamentais para a gestão:
Para a venda da SAF destinada a Marcos Lamacchia, o pleito registrou 204 participações totais, resultando em 175 votos favoráveis, 26 contrários e três abstenções.
Já a reforma do estatuto social do clube, exigida para viabilizar todo o modelo da transação, contabilizou 211 votos, com 172 aprovações, 34 rejeições e cinco abstenções.
O episódio evidencia a polarização política que cerca os rumos administrativos do clube carioca, mesmo em momentos cruciais de reestruturação financeira e negociação de ativos estratégicos da instituição.



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