Vascaínos entram com novas ações judiciais pelo uso do Maracanã
Um grupo de advogados vascaínos, incluindo Roberto do Canto e Fábio Henrique Barbosa, intensificou a ofensiva jurídica para assegurar que o Vasco da Gama possa mandar o duelo da semifinal da Sul-Americana contra o Boca Juniors, marcado para 20 de outubro, no Maracanã. A estratégia visa superar os obstáculos impostos pelo consórcio Fla-Flu, que tem negado o acesso ao estádio sob a justificativa de problemas no gramado e conflitos de agenda.
Estratégia jurídica e pressão por liminares
A ofensiva conta com um reforço de nove ações adicionais, todas elaboradas por sócios proprietários do clube cruzmaltino. O objetivo central é demonstrar ao Poder Judiciário a urgência da liberação, argumentando que a impossibilidade de atuar no principal palco do futebol carioca geraria prejuízos irreversíveis à agremiação esportiva. Além das ações diretas, o grupo estuda a entrada de terceiros interessados em processos já em curso para fortalecer a tese de direito de uso do bem público.
O posicionamento dos advogados
Roberto do Canto, um dos responsáveis pela mobilização, reforçou que a iniciativa é inédita e busca combater o que consideram um abuso por parte da gestão atual do estádio. “Vamos na insistência mostrar força no judiciário também. Queremos mostrar a importância da liminar pois a não liberação do Maracanã para este jogo causará dano significativo que não tem como reparar. Temos engatilhados, se preciso for, mais 9 colegas advogados ações prontas. Alguns entrarão como terceiros interessados nos processos que não forem extintos sem resolução do mérito. Todos são Vascaínos e sócios proprietários. Nunca fizemos isso, mas estão passando dos limites. Se é para mostrar força, vamos em todas as esferas fazer o mesmo”, completou Roberto!
Contexto do imbróglio no Maracanã
A disputa vai além das quatro linhas e envolve o Ministério Público, que acompanha de perto as sucessivas negativas do consórcio Fla-Flu. Enquanto o consórcio sustenta a necessidade de preservação do campo e o cumprimento do calendário estabelecido, a torcida vascaína e seus representantes legais defendem o princípio de igualdade de acesso a um equipamento de propriedade estatal. O embate jurídico promete novos capítulos nos próximos dias, à medida que a data do confronto continental se aproxima.



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