Deputada cobra consórcio do Maracanã por vetar jogos do Vasco
A administração do complexo esportivo está no centro de novas críticas políticas após impedir que o clube cruz-maltino mande suas partidas no local.
Cobrança por transparência no Maracanã
A deputada estadual Dani Monteiro usou as redes sociais para repudiar a proibição impuesta ao Vasco. A parlamentar destacou a relevância de uma atuação recente do Ministério Público sobre o caso, endossando os questionamentos formais protocolados por ela no final de setembro.
Para a deputada, a gestão do estádio precisa operar com regras claras, uma vez que o espaço pertence ao patrimônio público do estado e deve atender a todas as equipes de futebol do Rio de Janeiro de forma igualitária.
Críticas às justificativas da administração
Os argumentos utilizados pelos responsáveis pelo complexo para barrar o clube foram ironizados pela parlamentar. Entre as justificativas dadas anteriormente estavam o estado do gramado, o calendário de partidas e até mesmo o fenômeno climático El Niño.
Contudo, a deputada apontou um tratamento desigual, lembrando que o estádio recebeu recentemente uma partida de futebol americano da NFL, o que desqualificaria os pretextos usados contra o time carioca.
Cobrança por respostas e silêncio oficial
Até o momento, os ofícios enviados pela Assembleia Legislativa não obtiveram retorno por parte da administração, o que elevou a tensão em torno da transparência do processo decisório.
“A manifestação do Ministério Público é muito importante e reforça uma questão que venho cobrando desde o dia 29: o Maracanã é um equipamento público e o Vasco tem, sim, o direito de jogar ali, assim como todos os clubes do Rio. A gestão do estádio precisa respeitar critérios objetivos, transparentes e isonômicos.”
“O que está acontecendo há semanas é uma vergonha. O Consórcio usa as condições do gramado, o calendário e até o El Niño para justificar a negativa ao Vasco. Mas o Maracanã recebeu um jogo da NFL! Então, para um evento internacional pode? Para o Vasco, não?”
“Ainda não aceitamos essas justificativas e não vamos naturalizar uma gestão que parece escolher quem pode ou não pode usar um equipamento público. Apoio a manifestação do MPRJ e seguirei cobrando respostas aos ofícios que encaminhei no dia 29. Até agora, silêncio. Por que não respondem? O que há para esconder?”
O impasse continua mobilizando autoridades e torcedores, enquanto a cobrança por critérios isonômicos na utilização do principal palco do futebol fluminense ganha força nos âmbitos político e jurídico.



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