Paulo Henrique projeta semifinal contra o boca juniors e aposta na força do vasco

PH fala da sua preferência do 2° jogo contra o Boca Jrs e não teme torcida

O lateral-direito Paulo Henrique abriu o jogo sobre a expectativa do Vasco para enfrentar o Boca Juniors na semifinal da Copa Sul-Americana. Questionado a respeito da atmosfera hostil em Buenos Aires, o atleta demonstrou tranquilidade e confiança na grandeza da equipe cruz-maltina.

A expectativa para o duelo na Argentina

Apesar de nunca ter pisado no gramado do estádio do rival argentino, o jogador minimizou o peso do fator externo. Ele destacou a paixão da torcida vascaína e ressaltou que o clube carioca possui a mesma estatura histórica para encarar qualquer adversário no continente.

— Nunca joguei lá, não conheço o estádio, mas é um estádio histórico, com uma torcida apaixonada. Mas a gente joga no Vasco, pô (risos). Nossa torcida também é apaixonada, abraça, apoia. Vai ser um momento muito importante de viver essa experiência, mas sei que o nosso torcedor estará lá para apoiar – garantiu.

A preferência por São Januário

Nos bastidores, a diretoria tenta viabilizar a partida de volta no Rio de Janeiro e busca uma exceção junto à Conmebol para atuar em seu estádio histórico, superando as exigências de capacidade mínima. O atleta reforçou a preferência por mandar o confronto em sua casa.

— São Januário é nossa casa, temos o apoio do nosso torcedor, mas o Maracanã comporta mais pessoas… Mas a casa do Vasco sempre será São Januário. O sentimento é que terão 4 mil torcedores deles e 20 mil torcedores nossos. Estamos na nossa casa, contamos com nosso torcedor e sei que eles vão fazer uma linda festa. Sei da força que a torcida do Vasco tem, podemos contar com a força deles. É a hora de todo mundo se abraçar e fazer a festa – afirmou o lateral, em entrevista exclusiva.

Foco imediato no Campeonato Brasileiro

Antes de pensar no torneio internacional, o clube carioca tem compromissos cruciais pela competição nacional, onde tenta se distanciar definitivamente da parte inferior da tabela após deixar a zona de rebaixamento.

— O pensamento que a equipe tem desde que o Mister assumiu é ir jogo a jogo, mas é impossível não pensar no Boca Juniors. O momento é de controlar a ansiedade, temos duas batalhas importantes pelo Campeonato Brasileiro, e deixar esse jogo para o momento certo. Antes, temos que conquistar os resultados no Brasileiro. Temos um clássico agora, é muito importante, e controlar essa ansiedade, que é o mais importante – explicou.

Aprendizado com a final perdida

Recordando o revés na decisão da Copa do Brasil para o Corinthians no ano passado, o defensor avalia que o grupo atual adquiriu casca e resiliência para encarar momentos de extrema pressão na reta decisiva da temporada.

— É até inexplicável, mas a gente faz valer muito o nosso fator casa em São Januário ou até quando mandamos o jogo no Maracanã com o apoio do nosso torcedor. É algo natural. Encaramos todos os jogos de maneira decisiva, como tem que ser, principalmente no Brasileiro, quando brigamos na parte inferior da tabela. Mas a Copa tem um sentimento diferente pelo sentimento do tudo ou nada. A equipe tem se portado muito bem desde o ano passado na final que perdemos. Independentemente do jogo, nós jogamos a vida – analisou Paulo Henrique.

— Jogos decisivos, semifinal, final, são decididos no detalhe. Nós pecamos em um pequeno detalhe e a equipe adversária foi feliz. Isso define título. Nós aprendemos isso e estamos mais maduros, também temos mais atletas que vivenciaram momentos como esse. Estamos mais maduros e preparados. São semifinais difíceis, mas a equipe tem tudo para fazer grandes jogos – completou.

Temporada e disputa na ala

Vivenciando uma temporada de oscilações e um revezamento constante com Puma Rodríguez na lateral-direita, o atleta soma 19 partidas na Série A, sendo 17 como titular, com duas assistências distribuídas. Após sofrer com uma lesão no tornozelo direito no início do ano que atrapalhou suas pretensões de alcançar a Seleção Brasileira, ele recuperou espaço com a comissão técnica e foca nos objetivos finais do clube.

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